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CHEGADA DE MILHO IMPORTADO AFASTA COMPRADOR DO MERCADO

10/10/2016

A chegada de milho importado do Paraguai e da Argentina a algumas praças do País reduz o apetite de compradores e mantém as indicações de compra estáveis. Além disso, no Centro-Oeste, a possibilidade de o Brasil poder importar novas variedades de milho transgênico dos EUA, a ser confirmada dentro de um mês pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), levou a uma maior oferta de lotes por vendedores e a especulação, por compradores, sobre possível recuo dos preços domésticos. O valor à vista em reais do indicador do milho Cepea/Esalq/BM&FBovespa fechou R$ 43,64 a saca de 60 quilos (-0,25%). Em dólar, o preço ficou em US$ 13,57/saca (estável).
No entorno de Rondonópolis (MT), corretora local notou o aumento das ofertas de lotes por vendedores a partir de quinta-feira, quando a notícia sobre a CTNBio foi dada. "Granjeiros começam a falar em queda de preços e sinalizam que vai ter alguma mudança", contou a agente. Na sexta-feira, rodaram negócios pontuais para comerciantes, que têm levado o produto para empresas do Nordeste, por R$ 32,50/saca com retirada na região e pagamento dentro do mês de outubro. As indicações de compra têm permanecido neste patamar. As pedidas de vendedores não estão distantes desse valor, ficando em torno de R$ 33/saca.
Na região de Luís Eduardo Magalhães (BA), a possibilidade de importação de milho transgênico dos EUA não surtiu qualquer efeito no mercado, segundo Pedro Fagundes, da Assessoria em Mercado de Grãos (Asmeg). Já a chegada de milho importado da Argentina para empresas da região nesta semana deixou compradores distantes do mercado no período. Surgiram ofertas de lotes de vendedores por R$ 44/saca para retirada e pagamento imediatos, mesmo valor pedido ao longo da semana, mas inferior ao da semana anterior, R$ 45/saca. Os compradores não fizeram propostas desde a segunda-feira passada, mas se fizessem seria entre R$ 41 e R$ 42/saca, valor pelo qual está chegando o cereal importado na região, pela estimativa de Fagundes. "O mercado ficou mais travado porque o comprador ficou fora", disse Fagundes.
No Paraná, corretor da região dos Campos Gerais também comentou que teriam chegado ao Estado, na semana passada, três navios com milho importado. O cereal, juntamente com produto adquirido de outros Estados, deve garantir o abastecimento da indústria local até outubro. "Talvez em novembro o preço suba", disse agente local.
Na sexta-feira, havia indicação de comprador de R$ 37 a R$ 38/saca para entrega em Piraí do Sul em novembro e pagamento 40 a 45 dias após a entrega. Já vendedor falava em R$ 40/saca base norte e oeste do Estado, mas não houve venda. Alguns lotes têm saído, eventualmente, para granjeiros do norte e oeste paranaenses por R$ 38 a R$ 39/saca no spot. O agente ponderou ainda que os preços do trigo, também utilizado na alimentação animal, estão próximos dos do milho e limitam a alta deste cereal. "Quem puder vai comprar trigo para usar na ração", afirmou.
Em setembro, o Brasil importou 332,0 mil toneladas de milho, 48% mais que nos 12 meses de 2015, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O montante também é muito superior ao de igual mês de 2015, quando as compras externas do cereal foram de 18,52 mil toneladas. No acumulado do ano até setembro foram desembarcadas 1,42 milhão de toneladas de milho, 532% acima do apurado em igual intervalo de 2015 e 284% mais que o total adquirido no ano de 2015.
Em setembro, o Paraguai foi o maior fornecedor do grão, com 191,97 mil toneladas. A Argentina enviou 140,04 mil toneladas de milho para o Brasil. A principal porta de entrada do grão, assim como em agosto, foi o município de Foz do Iguaçu (PR), com 99,13 mil toneladas, seguido do Porto de Recife (PE), com 64,6 mil t, município de Santa Helena (PR) (48,95 mil t), Guaira (PR) (35,07 mil t), Imbituba (SC) (33 mil t), Porto de Vitória (ES) (26,26 mil t) e Porto de Cabedelo, em João Pessoa (PB) (15,60 mil t). A chegada de volumes expressivos a portos do Nordeste acompanha a demanda firme observada no último mês, de empresas da região, pelo cereal produzido no Brasil.

Fonte: Cerais H.Commcor


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