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MILHO: Estoque nos EUA pode pressionar ainda mais preços no Brasil.

15/07/2014

A projeção de estoques norte-americanos de milho ainda maiores, confirmada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em relatório mensal de oferta e demanda divulgado na sexta-feira(11/07/14), afastou exportadores do mercado brasileiro e deve dificultar o escoamento da safrinha neste segundo semestre. Os novos números reforçam a percepção, entre os produtores, de que há pouquíssimo espaço para reação das cotações do cereal e devem ser utilizados para pressionar o governo por medidas de apoio à comercialização. Enquanto isso, compradores reduzem indicações e contam com leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para fechar acordo nos atuais preços e dar ritmo às exportações.
Segundo o USDA, ao final da safra 2013/14, os Estados Unidos terão 31,648 milhões de toneladas de milho nos armazéns do país, 8,72% acima das 29,108 mi/t projetadas em junho. Já ao final da temporada 2014/15, o volume chegará a 45,745 mi/t, 4,34% superior às 43,84 milhões de toneladas estimadas até o mês passado. O estoque ao final da temporada futura será maior mesmo com a redução na estimativa de produção, para 13,860 bilhões de bushels (352,04 mi/t), ante recorde de 13,935 bilhões de bushels (353,94 mi/t) esperado até junho. Vale lembrar que o clima é favorável para a safra norte-americanas e analistas apostam em rendimentos superiores aos considerados pelo USDA neste documento.
Refletindo a ampla disponibilidade de milho no mercado norte-americano, o contrato dezembro negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou a sexta-feira em baixa de 8 cents (2,04%), a US$ 3,8475 por bushel. Na semana, o vencimento perdeu 7,92%.
Em Lucas do Rio Verde (MT), comprador mostrava menos de R$ 10/saca na sexta-feira e produtor se afastou completamente das negociações, relatou um operador de mercado. De acordo com ele, há cerca de 15 dias saíram lotes a R$ 12/saca e R$ 12,50/saca (FOB) para indústrias da região Sul. O operador avalia que vendedor só voltará a comercializar o cereal a R$ 12,50/saca. "O produtor está colhendo a safrinha e estocando em silo-bolsa nas fazendas", comentou. Ele acrescentou que a expectativa de que o governo anunciará no começo de agosto leilões de Pepro para ajudar no escoamento do milho é outro fator que incentiva o agricultor a segurar o produto.
Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a colheita alcançava 32,8% da área na última quinta-feira. Os produtores estavam mais adiantados no Médio-Norte, com 45,2% da área já retirada. No sudeste do Estado, apenas 16,2% da safrinha estava colhida. O Imea mostrou ainda que, na comparação com igual período de 2013, os trabalhos estavam atrasados em 6,7 pontos porcentuais.
No norte do Paraná, granjas pagavam entre R$ 20/saca e R$ 20,50/saca. Durante a semana, houve comprador a R$ 23/saca CIF fábrica ou R$ 21/saca FOB, disposto a formar estoque para uma semana, mas poucos produtores mostraram interesse. Já para exportação, a melhor proposta de compra era de R$ 18,50/saca CIF Maringá, antes da divulgação dos dados do USDA. Segundo corretor da região, compradores retiraram indicações após nova queda dos futuros.
Em São Paulo, corretor registrou negócios a R$ 22/saca no interior do Estado na semana passada. Segundo a fonte, são registrados contratos quase que diariamente, mas com volumes muito reduzidos. No Porto de Santos, comprador mostrava R$ 24/saca a R$ 24,50/saca na manhã de sexta-feira para embarque agosto, mas a indicação cedeu para R$ 23,50/saca durante a tarde.  Fonte:Commcor.com.br


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