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Milho: IMEA reduz projeção de safra e dá suporte a preços da safrinha.

01/04/2014

São Paulo, 1º/04/2014 - A expectativa de que a chuva em excesso no verão, período de semeadura da safrinha em Mato Grosso, poderia reduzir o tamanho da colheita do Estado, o maior produtor brasileiro do cereal, começa ganhar amparo nos números, com a revisão de safra divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). A área plantada deve somar 2,97 milhões, 8,3% menor do que esperado em janeiro, e a estimativa de safra foi reduzida em 10,6%, para 15,23 milhões de toneladas. Os números dão novos subsídios para vendedores buscarem preços mais remuneradores para a produção. No entanto, a comercialização deve seguir lenta: a desvalorização do dólar frente ao real afasta as tradings do mercado e apenas comerciantes internos indicam preços atrativos para produtores negociarem a safra antecipadamente.
Segundo o Imea, produtores desistiram de implantar parte da área planejada porque perderam a janela ideal de plantio, mas aqueles que semearam lavouras em março tendem a ver a produtividade ser reduzida pelo clima seco em importantes etapas de desenvolvimento das lavouras. O instituto espera rendimento de 85,4 sacas por hectare, 2,2 sacas/hectare a menos do que se previa no começo do ano e 16 sacas/hectares abaixo do resultado obtido na safra 2012/13. No ano passado, apesar de produtores também terem semeado algumas áreas fora da janela ideal, o clima foi mais úmido do que está se projetando para este outono em Mato Grosso. A colheita deste ano pode ser 32% inferior ao recorde 22,53 milhões de toneladas colhidos em 2012/13.
Em Rondonópolis (MT), comerciantes pagam R$ 19/saca para entrega em agosto, segundo Gilmar Meneghetti, da Diversa Corretora. Ele afirmou que o último negócio registrado pela corretora foi na quinta-feira, quando 3 mil toneladas foram vendidas em Campo Verde a R$ 19/saca. Já as tradings estão recuadas, porque devido ao dólar mais fraco não acompanham as indicações dos demais compradores. No spot, compradores pagam R$ 22/saca, mas os poucos vendedores que ainda têm milho disponível pedem R$ 24/saca. Na sexta-feira, foram negociadas 4,8 mil toneladas em Campo Verde a R$ 21/saca, por necessidade de caixa, disse o corretor.
Em Mato Grosso do Sul, a safrinha tem comprador a R$ 20,50/saca em São Gabriel do Oeste e a R$ 21/saca em Dourados para entrega entre julho e agosto, afirmou Jorge Rosa Filho, da Granos Corretora, de Campo Grande. O mercado não evolui, porque produtores pedem entre R$ 21/saca e R$ 22/saca. Ele estima que apenas 13% da safrinha sul-mato-grossense tenha sido negociada antecipadamente. "Está todo mundo esperando para ver como será a evolução das lavouras. Tem regiões no sul de MS que já estão sofrendo com a falta de chuvas", comentou o corretor da Granos. De acordo com ele, no norte do Estado chove abundantemente e o sul tem déficit hídrico. No spot, o preço médio indicado pelo comprador era R$ 23/saca, sem negócios registrados nesta segunda-feira. No começo da semana passada, lotes pequenos foram comercializados a R$ 25/saca, mas não havia mais tomadores nesse patamar desde quinta-feira (27).
Na região de Ponta Grossa (PR), as ofertas oscilavam entre R$ 28/saca e R$ 30/saca, mas só havia chance de negócio a R$ 27/saca. "Sai negócio se produtor cede para os R$ 27/saca", afirmou uma fonte da região. Há casos de produtores vendendo no ritmo da colheita por dificuldade de armazenar a produção. "Vendedor vai esperar a entressafra entre a colheita de verão e a safrinha", afirmou. No Porto de Paranaguá, compradores indicavam R$ 29/saca, mas não foram registrados negócios.
Em Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, o comprador sinalizava R$ 28/saca a R$ 29/saca, menos que os R$ 30/saca desejados pelo produtor, afirmou Reny Kloeckner, da CeAgro. Na semana passada, negócios pontuais foram registrados a R$ 29/saca no município. Em Garibaldi, na Serra Gaúcha, a indústria pagava R$ 29/saca a R$ 29,50/saca FOB nesta segunda-feira, mas não saíram lotes. No Porto de Rio Grande, não havia sequer indicação de compra. "Os embarques de milho estão terminando e não tem mais comprador no porto", explicou Kloeckner. Segundo ele, chegaram a sair acordos de exportação a R$ 32,50/saca na última semana. "Com a entrada da soja, quem ainda tem milho deixou de lado. Não se trabalha muito com dois produtos por aqui", disse o corretor da CeAgro.

O indicador Cepea/Esalq/BM&F fechou a segunda-feira a R$ 31,34/saca, em queda de
0,32%. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,82/saca (-0,58%). O dólar encerrou o dia cotado a R$ 2,2670 (+0,22%).
Fonte: H.Commcor - cereais@commcor.com.br
 

 


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